A comissão especial que acompanha os serviços da RGE Sul recebeu, na tarde desta quarta-feira (28/6), o diretor do Procon de Canoas, Gilmar Pedruzzi. O encontro buscou conhecer as demandas de consumidores canoenses em relação ao atendimento da empresa de energia elétrica.
Pedruzzi citou algumas das principais reclamações: cobranças indevidas (55,22%), rescisão, corte ou suspensão do serviço sem aviso prévio (31,58%), não pagamento de indenização por queima de equipamentos por descarga elétrica (8,5%) e vício de qualidade na prestação do serviço (4,7%). Segundo ele, a grande maioria das demandas consegue ser resolvida no momento do atendimento, mas existem aquelas mais complexas. Desde janeiro, houve a abertura de procedimentos de 201 consumidores lesados pela empresa.
A ideia, de acordo com o diretor do órgão, é reunir esses processos para encaminhá-los ao Ministério Público Federal e ingressar com uma ação civil pública contra a RGE Sul e a Aneel. Pedruzzi ressaltou que é constante a falta de retorno e de soluções por parte da empresa e que falta uma fiscalização mais rígida da agência reguladora.
O presidente da comissão, vereador José Carlos Patricio (PSD), disse que a reunião buscou fazer com que os vereadores tivessem acesso às reclamações dos consumidores canoenses, além daquelas que chegam aos gabinetes, a maioria envolvendo postes com risco de queda. "Ficamos surpresos com o levantamento das cobranças indevidas praticadas pela empresa. Apoiaremos o Procon para buscar junto ao Ministério Público Federal providências que levem a RGE Sul a prestar o serviço de qualidade que ela deve aos canoenses”, afirmou.
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