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Prevenção ao suicídio é debatida em audiência pública

Prevenção ao suicídio é debatida em audiência pública

Na tarde desta segunda-feira, 17, a Câmara promoveu audiência pública para debater a prevenção ao suicídio, problema que provoca a morte de um milhão de pessoas por ano no mundo e representa a terceira causa de óbito de jovens entre 15 e 29 anos. Em Canoas, a Lei 6009, de 18 de abril de 2016, instituiu o Dia Municipal de Combate e Prevenção ao Suicídio, comemorado em 10 de setembro, e o mês destinado a atividades de esclarecimentos em relação ao tema, o Setembro Amarelo.

A diretora de Saúde Mental da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), Vanessa Oliveira, fez a saudação inicial. Segundo dados epidemiológicos da Secretaria da Saúde, o suicídio foi a causa de 21 óbitos registrados em 2017 no município. Em 2018, o número de vítimas fatais já chega a 15. No que diz respeito à violência autoprovocada – tentativa de suicídio e autoagressão – foram 98 casos no ano passado. Enquanto as mulheres lideram as situações de violência autoprovocada, o maior índice de suicídios é verificado entre os homens. As informações foram apresentadas pela assistente social Flávia da Silva, da Coordenação Epidemiológica da SMS.

Para a psicóloga Ana Pereira, coordenadora do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) Infância e Juventude Arco-Íris, tem ocorrido o aumento das notificações, por meio da capacitação da rede de atendimento, o que permite dar maior visibilidade ao problema. O Brasil ocupa o oitavo lugar no ranking mundial de suicídios, sendo o Rio Grande do Sul o estado com o maior número de casos. Ana salientou que nas regiões que contam com os serviços dos CAPS houve uma redução de 15% nos índices de suicídio.

Os principais mitos e preconceitos envolvendo o assunto foram abordados pela médica Daphne Ronacher, que atua no CAPES Novos Tempos. Ela ressaltou que o problema não atinge apenas pessoas com doença mental, embora exista entre elas uma alta probabilidade de terem pensamentos negativos ou suicidas. A médica enfatizou a importância do acolhimento e lembrou que existe um tempo de ação importante desde o momento em que pessoa começa a pensar no suicídio até que ela planeje e concretize o ato.

A audiência pública foi proposta pelo vereador José Carlos Patricio (PSD), um dos autores do projeto que deu origem à Lei 6009/2016. Também participaram do evento, o subprefeito Dr. Pompeu, que apresentou juntamente com Patricio a proposição, aprovada na legislatura passada, e o diretor de Unidades Externas da GAMP, Igor Prestes.

Crédito da foto: Gabriel Silva/CMC