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Reunião discute plano de universalização do saneamento em Canoas

Reunião discute plano de universalização do saneamento em Canoas

Reunião promovida pela Câmara, na tarde desta quinta-feira (17/8), discutiu o projeto de universalização do saneamento que a Corsan pretende implantar em Canoas. O encontro, com a presença do superintendente regional da companhia, Alberto Paganella, foi aberto à comunidade e buscou aprofundar detalhes da proposta, que se dará por meio de parceria público-privada (PPP).

Segundo a Corsan, a parceria com uma empresa privada surge como alternativa para agilizar a universalização do saneamento na região metropolitana de Porto Alegre, garantindo mais investimentos e a ampliação dos serviços. Além de Canoas, o plano engloba mais oito cidades da região metropolitana: Alvorada, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão, abrangendo 1,5 milhão de habitantes. 

A construção das redes coletoras e estações de tratamento ficariam sob a responsabilidade da empresa parceira, a ser escolhida por meio de licitação. A injeção de recursos privados, que deve somar R$ 1,8 bilhão, possibilitaria, de acordo com os dados apresentados, o atendimento de 87,3% das casas da região metropolitana em até 11 anos. A duração do contrato seria de 35 anos.

O engenheiro Juliano da Silva, assessor da Diretoria de Expansão da Corsan, afirmou que o projeto, que está em fase de discussão com as prefeituras, pretende melhorar também a qualidade das águas dos rios Sinos e Gravataí, dois dos mais poluídos do Brasil. Ele salientou ainda que o contrato irá gerar 32 mil empregos.

A assessora da Presidência da Corsan, a advogada Alessandra dos Santos, enfatizou que a relação permaneceria sendo entre a companhia e o usuário. A ideia, segundo ela, é assinar o contrato até março ou abril de 2018. A implantação do plano depende de elaboração de projeto de lei pelo Executivo municipal e da aprovação do Legislativo.

Os vereadores apresentaram uma série de questionamentos em relação à proposta, manifestando preocupação, principalmente com os custos que poderão ser repassados à população. Os parlamentares também defenderam uma maior discussão sobre o tema em função do longo período do contrato e da demora dos resultados. Também houve a discussão sobre os investimentos já realizados em Canoas e o valor das tarifas, entre outros assuntos.

O presidente da Câmara, vereador Juares Hoy (PTB), afirmou que, devido à complexidade do tema, outras reuniões serão realizadas pelo Legislativo. Um novo encontro deve acontecer dentro de, no máximo, 40 dias, com a abertura de espaço para perguntas da comunidade.