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Universalização do saneamento em Canoas será tema de audiência

Universalização do saneamento em Canoas será tema de audiência

O projeto de universalização do saneamento em Canoas será debatido em reunião que a Câmara Municipal promoverá na próxima quinta-feira (17/8). O encontro, às 14h, no Plenário do Legislativo, buscará aprofundar a proposta da Corsan, que aponta a parceria público-privada como alternativa para agilizar a universalização do saneamento na região metropolitana de Porto Alegre. 

Pelo plano, as ações deverão ser implantadas em Canoas e mais oito cidades da região metropolitana: Alvorada, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Esteio, Gravataí, Guaíba, Sapucaia do Sul e Viamão, abrangendo 1,5 milhão de habitantes. A projeção é atender 100% da população até 2029. O projeto, que está em fase de discussão com os municípios, pretende melhorar também a qualidade das águas dos rios Sinos e Gravataí, dois dos mais poluídos do Brasil.

A operação do sistema de esgoto se daria por meio de PPP, o que, de acordo com a Corsan, busca garantir mais investimentos e a ampliação dos serviços sem aumento de tarifas. A empresa parceira, a ser escolhida por meio de licitação, entraria com recursos próprios e construiria as redes coletoras e estações de tratamento.

Projeto provocou questionamentos entre os vereadores

Em reunião prévia, realizada na última quinta-feira (10), com representantes da Corsan, os vereadores tiveram acesso a algumas informações do projeto de universalização do saneamento. O presidente da Câmara, Juares Hoy (PTB), enfatizou que a matéria é complexa e que a proposta será detalhada na audiência pública. O parlamentar destacou que é importante também debater o valor da tarifa da Corsan, mais alta que a de Porto Alegre, e os investimentos em Canoas.

Líder da bancada do PT, o vereador Emilio Neto disse que a universalização é importante, mas que existe a preocupação com os custos que seriam repassados à população. Para ele, o governo estadual não possui credibilidade por não demonstrar preocupação com os mais pobres. Salientou que admira a Corsan e defende a sua manutenção como empresa pública, porém ressaltou que é preciso conhecer, de forma aprofundada, a forma como se dará o sistema de PPP.  

O vereador José Carlos Patricio (PSD) avaliou a proposta como preocupante e afirmou que o serviço da Corsan não está atendendo as expectativas dos canoenses. Lembrou ainda as críticas que o Legislativo recebeu em 2008, quando houve a aprovação de uma taxa única de saneamento, no valor de R$ 13, 50.  Porém, em vez de atingir as quatro localidades previstas e excluir as áreas irregulares, ela acabou abrangendo toda a cidade. O vereador Aloisio Bamberg (PCdoB) também comentou o fato, observando que houve uma distorção do processo. Segundo ele, se o encaminhamento à época tivesse sido correto, a cidade já teria hoje mais de 70% de sistema de saneamento implantado.