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Grande Expediente trata da chegada dos refugiados venezuelanos

Grande Expediente trata da chegada dos refugiados venezuelanos

O município de Canoas começou a receber os primeiros grupos de venezuelanos dentro do processo de interiorização promovido pelo governo federal. Para saber mais detalhes de como será feita a adaptação e a assistência aos refugiados, os vereadores ouviram na sessão de quarta-feira, 19, a secretária municipal de Desenvolvimento Social, Luísa Camargo, e o chefe adjunto do Gabinete do Prefeito, Guido Bamberg.

Autor do requerimento que pediu a explanação de representantes do Executivo, o vereador Dario da Silveira (PDT) avaliou como louvável a atitude do governo de receber parte dos refugiados, mas afirmou que a população canoense tem apresentado diversas dúvidas. O parlamentar questionou como será feito o atendimento na área da saúde e educação e o encaminhamento a vagas de emprego.

Guido Bamberg frisou que o acolhimento aos venezuelanos envolve responsabilidade social e uma questão humanitária. Para ele, a situação em Canoas será transitória, pois a maioria das famílias deve buscar oportunidade em outros municípios. Sobre os questionamentos em relação ao atendimento na saúde e educação, afirmou que os imigrantes não representam um número tão significativo a ponto de interferir na prestação de serviços essenciais.

Do total de 425 refugiados que virá para Canoas, 288 já estão no município. A secretária de Desenvolvimento Social explicou como está sendo feita a adaptação. "A nossa meta é inserir essas pessoas no mercado de trabalho e torná-las independentes o mais rápido possível”, ressaltou Luísa. Já há empresas entrando em contato com a Prefeitura para oferecer vagas de trabalho. Outra preocupação é preparar a inserção das crianças na escola a partir do próximo ano.

Os venezuelanos ficarão em três alojamentos, compostos de apartamentos, localizados próximos à Ulbra. Os locais foram escolhidos pela Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados). A destinação de verbas pelo Acnur vai custear a estadia, enquanto as Forças Armadas do Brasil darão apoio no fornecimento de alimentos. Inicialmente, Canoas recebe R$ 1,02 milhão do governo federal para custear as necessidades emergenciais dos imigrantes. O contrato tem duração de seis meses, mas o convênio poderá ser prorrogado caso o período não seja suficiente para a integração dos venezuelanos no país.

 

Crédito da foto: Gabriel Silva/CMC